Psicogenética

Psicogenética



As teorias mais estudadas sobre a psicogenética foram Piaget e Vygotsky, portanto vou fazer um resumo sobre eles. A teoria piagetiana contesta o inatismo, que diz que o individuo já nasce pronto. Tanto que fica exposto o exemplo da professora ensinando o alfabeto para as crianças e estas passam a entender que aquelas letras representam os sons da fala por assimilação. O indivíduo vai conhecendo e assimilando as coisas através das experiências. Cada um é agente do seu processo de desenvolvimento e assim vai construindo seu jeito de pensar, agir e sentir. A teoria de Piaget está baseada na ideia de equilíbrio e desequilíbrio. Quando um indivíduo entra em contato com uma nova informação, ocorre naquele momento um desequilíbrio e nasce a necessidade de voltar ao equilíbrio. O processo começa com a assimilação do elemento novo, com o agrupamento às estruturas já esquematizadas, pelo meio da interação. Ocorrem mudanças no indivíduo e tem início o processo de acomodação, que aos poucos chega à organização interna. Começa a adaptação externa e a internalização já aconteceu. Um novo desequilíbrio volta a ocorrer e pode ser ocasionada por carência, curiosidade, dúvida. O movimento é constante e o domínio afetivo acompanha sempre o cognitivo. Piaget considera o desenvolvimento humano em etapas, períodos, estágios. O desenvolvimento cognitivo é uma teoria de etapas, uma teoria que sugere que os indivíduos passam por uma série de mudanças ordenadas e previsíveis. As hipóteses básicas de sua teoria são o interacionismo, a ideia de construtivismo sequencial e os fatores que interferem no desenvolvimento. A criança é arquitetada como um ser dinâmico, que todo momento interage com a realidade, agindo ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que arquitete estruturas mentais e contraia maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central acontece da interação através de dois processos simultâneos, a organização interna e a adaptação ao meio, desempenhos exercidos pelo organismo ao longo da vida. A adaptação, como o próprio desenvolvimento da inteligência, ocorre através da assimilação e acomodação. 

A teoria de Vygotsky enfatiza a independência do aluno e sua capacidade de construir conhecimento mediado pelo professor, através da interação. Vygotsky discorre que a cultura molda o psicológico, ou seja, produz a maneira de pensar. Pessoas de distintas culturas têm perfis psicológicos distintos. As funções psicológicas de um ser são desenvolvidas ao longo do tempo e intercedidas pelo ambiente social, pelo meio de símbolos criados pela cultura. A linguagem representa a cultura e depende do intercâmbio social. Os conceitos são edificados no processo histórico e o cérebro humano é resultado dessa evolução. Em todas as culturas, os símbolos culturais fazem a intercessão. Os conceitos são edificados e internalizados de maneira não linear e distinta para cada ser. Toda abordagem é feita de maneira ampla e o cotidiano é sempre em movimento, em transformação. A mente vai sendo substituída historicamente pala pessoa, que é sujeito do seu conhecimento. Esta teoria nos mostra que o professor deve atuar como mediador oferecendo um meio social favorável ao pleno desenvolvimento do aluno em uma interação social adequada e planejada de acordo com as condições potenciais e proximais da criança. A vida social é um processo dinâmico pelo qual o indivíduo internaliza a matéria prima fornecida pela cultura sendo necessário que a criança interaja efetivamente com o objeto do conhecimento e seja capaz de representá-lo simbolicamente. A aprendizagem é decorrência da interação social e a troca de experiências da sociedade, dentro da perspectiva do aluno, por isso é importante considerar que este está inserido em um meio social com culturas, significados e identidades próprias, que origina seu conhecimento. A teoria explica que a troca de ideias serve para produção de conhecimento coletivo e o desenvolvimento de um aluno crítico e criativo.

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